Agência Pública, CEERT, Coletivo Papo Reto, Olabi e Vetor Brasil                     

As cinco organizações apoiadas pelo Confluentes – inovadoras, guerreiras e essenciais para a nossa democracia – foram as grandes estrelas deste ano. Fizemos um breve resumo das muitas, muitas coisas que elas realizaram ao longo de 2020.

A Agência Pública teve mais de 4 mil republicações de suas reportagens – em veículos como Folha de S. Paulo, UOL, El País, além de contar com uma rede de 20 republicadores na América Latina e na Espanha. Cada reportagem da Pública foi reproduzida por, em média, outros 18 sites. A organização atingiu a marca de 50 prêmios recebidos em 9 anos de atuação, incluindo, este ano, o Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, com a reportagem “O FBI e a Lava Jato”, e a menção honrosa especial do Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde para trabalhos sobre a covid-19. Além disso, seu conteúdo vem crescendo como referência internacional: mais de 100 veículos estrangeiros mencionaram o trabalho da Agência Pública em 2020. Entre eles estão The New York Times, Washington Post, Huffington Post, The Guardian e Infobae. E, em parceria com outras iniciativas de jornalismo independente, lançou o Canal Reload, com notícias voltadas ao público jovem.

O CEERT completou três décadas promovendo a igualdade de raça e de gênero. Com organizações parceiras, realizou a campanha Periferia Sem Covid: Vidas Negras Importam, com doações para mais de 1.200 famílias na cidade de São Paulo – incluindo cartões-alimentação, cestas-básicas, livros e máscaras. Também abriu inscrições para a terceira edição do Programa Prosseguir, cuja meta é fortalecer a juventude negra na universidade e no mundo do trabalho por bolsas-auxílio e cursos extracurriculares, aumentando o número de vagas de 30 (na primeira edição) para 60. Já o Edital Equidade Racial na Educação Básica teve 863 inscrições de pesquisas aplicadas e artigos científicos. As 15 pesquisas selecionadas vão receber R$ 150 mil cada. Outros projetos de destaque foram o Programa Melhoria da Educação, que busca fortalecer práticas pedagógicas e de gestão, e o Promovendo a Equidade Racial no Campo da Educação Infantil no Brasil, destinado a ajudar a construir estratégias e metodologias inovadoras voltadas ao enfrentamento do racismo e à implementação da educação para as relações étnico-raciais.

Na linha de frente de uma articulação de periferias no momento mais crítico da pandemia, o Coletivo Papo Reto mobilizou contatos e doações por todo o país. No Rio de Janeiro, em parceria com Mulheres em Ação no Alemão e o Voz das Comunidades, criou o Gabinete de Crise do Alemão. Reunindo um time de 32 voluntários, distribuiu 20 mil cestas básicas com kits higiene, 30 mil galões de água potável, 20 mil pares de chinelos, 9 mil pacotes de absorventes, 3 mil pacotes de fraldas descartáveis e geriátricas e milhares de garrafas de álcool em gel, máscaras de pano e máscaras descartáveis. Mais de 50 mil pessoas foram beneficiadas. Neste fim de ano, realizou em parceria com o Voz das Comunidades a distribuição de 600 kits de perus e frangos congelados e entregou 300 cestas básicas (com outras 100 previstas para dezembro).

O Olabi implementou a plataforma Protege Br, que conta com uma rede de 250 grupos ativos que buscam soluções para a falta de equipamentos de proteção e dispositivos médicos. Acionado por 108 secretarias de saúde em todo o país, foi reconhecido como uma das 10 soluções mais inovadoras do ano pelo GT Agenda 2030 e o IDS.  Já com o projeto Pretalab, que teve mais de 300 novos cadastros, o Olabi realizou mentorias de carreira em tecnologia com 30 mulheres negras no Rio de Janeiro e um ciclo formativo com outras 30 de todo o país (este totalizando 11 encontros e 22 horas de conteúdo), além de dialogar com mais de 30 empresas e 20 organizações sobre questões raciais. Também levou ao ar o podcast Pretapod(e), com nove episódios, e, pela plataforma Aprenda com uma Avó, que proporciona trocas de experiências e saberes entre gerações, realizou 16 oficinas com mais de 500 inscritos e 81 horas de atividades (lições de bordado, finanças, meditação, artesanato, culinária e muito mais).

O Vetor Brasil tem no centro de sua atuação uma rede de profissionais que chegou a 500 pessoas. Já as inscrições para a edição de 2021 do Programa Trainee de Gestão Pública – que conta hoje como 117 trainees ativos, 97 alocados em 2020 e 415 trainees alumni – recebeu mais de 13 mil cadastros. Outro projeto de destaque é o Vetores Impulsionando Governos, que, dedicado a auxiliar governos a superar a crise sanitária provocada pela covid-19, está em execução em quatro estados (AL, AP, CE e MA) e obteve nota máxima na avaliação de trainees e de governos. Buscando apoiar governos de forma ágil e sem custo financeiro também a partir da alocação de profissionais altamente qualificados em suas equipes, criou ainda o Ação Emergencial Voluntária, que conta com 69 pessoas inscritas, 21 pessoas contactadas pelos governos e 14 voluntários que apoiaram efetivamente os governos parceiros (AC, CE, MA e RJ). Pelas iniciativas realizadas em resposta à crise da Covid-19, recebeu pelo terceiro ano consecutivo o Selo de Diversidade e Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo na categoria Juventude.

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