“Doar é um ato de amor e um processo de autoconhecimento”                                          

Conversamos com Rafael Silva, professor de História e Geografia, para quem ser confluente é “sonhar com transformação”. Conheça mais um dos dadores que tornam possível o nosso apoio a seis organizações que vêm trabalhando pela nossa democracia!

Em poucas palavras: quem é você?
Sou Rafael, mais conhecido como Gota, filho de imigrantes nordestinos, negro, carioca e professor apaixonado pela por essa profissão.

Como você chegou ao Confluentes?
Cheguei através de um grande amigo, Marcos Pinheiro, que já sabia que eu fazia doações constantes a outras instituições, assim como trabalhos voluntários variados.

O que é filantropia para você?
Um ato de amor e empatia, mas também um processo de autoconhecimento, de tentativa de sair do lugar comum do individualismo autocentrado em que muitas vezes a sociedade do consumo nos coloca.

Por que doar?  
Porque somos um país extremamente desigual em inúmeros sentidos e que não garante direitos básicos a parte significativa da sua população. Mesmo entendendo que isso só pode ser completamente alterado via políticas públicas, a cultura de doação pode também exercer papel importante.

Que causas você considera mais urgentes? Por quê?
Como professor de uma escola extremamente rica e de projetos sociais que atendem comunidades carentes, acredito que a educação – por mais batido que seja – seja o princípio básico de transformação social. Diminuir as desigualdade de acesso a informação, à formação acadêmica e ao ensino-aprendizagem como um todo pode, no médio e longo prazo, mudar nosso país.

Antes de se tornar confluente, você já teve alguma outra experiência de engajamento social? 
Sou professor voluntário de um pré-vestibular comunitário desde 2005. Também doei constantemente para projetos como Greenpeace, Anistia Internacional e Médicos Sem Fronteira.

O que mudou em sua vida desde que você se tornou confluente?
A partir da entrada no Confluente passei a acompanhar os projetos apoiados pelo grupo, o que me fez ter contato com realidades, estratégias de transformação social e palestras que me ajudaram a compreender um pouco mais diferentes temas.

O que você diria para alguém que está pensando em começar a doar e a se engajar socialmente, mas não sabe bem como começar?
Diria que o Confluente é um ótimo “pontapé inicial” para a formação de uma cultura de doação e melhor conhecimento sobre temas relevantes a sociedade brasileira.

Como é o Brasil dos seus sonhos?
Um país onde ninguém morra de fome, que a educação seja igual para todos, onde a cor, sexualidade e gênero não gerem mais descriminação e o Estado consiga garantir os direitos básicos de nossa Constituição.

Ser confluente é…
Sonhar com a transformação.

Você leu recentemente algum livro ou assistiu a algum filme ou série que gostaria de recomendar aos outros confluentes e parceiros? Por quê?
Série: The handmaid’s tale; Série documental: Olhos que condenam; Livro: toda a coleção “Feminismos plurais”, da Djamila Ribeiro. Todos eles aliam debates de temas atuais e de relevância social a ótimas produções, roteiro e rigor acadêmico.

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