O jornal Valor Econômico ouviu especialistas sobre um ano decisivo para o Brasil              

O ano que acaba de começar será decisivo para o Brasil. A repórter Daniela Chiaretti, do Valor Econômico, conversou com nove especialistas em florestas e desmatamento, desenvolvimento econômico e legislação, direitos indígenas e escolhas energéticas, geopolítica e política doméstica – e, para todos eles, 2022 será fundamental para colocar o país na rota da descarbonização e cumprimento dos compromissos climáticos.

Na visão da advogada paraense Brenda Brito, pesquisadora-associada do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon, um dos think-tanks mais prestigiados da Amazônia, “2022 é o ano-chave para definir como o Brasil chegará em 2030 em relação às metas climáticas”.

“Os políticos eleitos, não só no plano federal, mas também no estadual, são as pessoas que terão a responsabilidade de nos colocar na rota adequada para que possamos cumprir os objetivos climáticos ou nos descontrolar totalmente. Se tivermos governos trágicos do ponto de vista ambiental sendo eleitos novamente, com mandatos que vão de 2023 a 2026”, disse Brenda em entrevista para a reportagem.
Já a economista Ana Toni, diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade, o ICS, acredita que a batalha socioambiental será dura no Congresso. “Será um ano com tentativa de muita destruição pelo Congresso, de tentar passar todos os projetos que não conseguiram nos últimos três anos, com muita violência na região e o desmatamento correndo solto”, disse.

Marcello Brito, que foi cofacilitador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), lembra que hoje um em cada dois brasileiros vive situação de insegurança alimentar e 10% da população passa fome extrema. “Não vamos conseguir melhorar isso em ano eleitoral. Não há possibilidade de um pacto político”, afirmou.

Para Roberto Waack, presidente do conselho do Instituto Arapyaú e à frente da Concertação pela Amazônia, dois temas estarão no cenário este ano – a fome e a Amazônia. “A questão da segurança alimentar é um ponto fortíssimo. Vejo uma oportunidade para que finalmente a discussão ambiental se conecte à social, como nunca aconteceu. Acho isso muito bom e espero que esta relação amadureça”, ressaltou.

A reportagem ouviu ainda André Ferreira, diretor-executivo do Instituto Energia e Meio Ambiente (Iema), Eduardo Viola, presidente de Relações Internacionais da FGV, João Paulo Capobianco, vice-presidente do Instituto Democracia e Sustentabilidade, Adriana Ramos, coordenadora do programa de políticas do Instituto Socioambiental (ISA), e Tasso Azevedo, coordenador geral do projeto MabBiomas. Há um consenso: 2022 precisa ser o ano da virada. Devemos, mais do que nunca, conectar ideias e ações, pessoas e organizações, para que seja possível promovermos mudanças duradouras em nosso país.

Leia a matéria completa no site do jornal Valor Econômico (para assinantes).

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