“Quem quer doar precisa, primeiro, buscar a causa que toca o seu coração”                

Vamos conhecer mais uma das pessoas que fazem o Confluentes acontecer: Joana Nabuco, advogada e, claro, confluente! Batemos um papo com ela sobre filantropia e seu envolvimento com o nosso projeto.

Em poucas palavras: quem é você?
Meu nome é Joana Nabuco, sou advogada, trabalho com direito público ESG em um escritório de advocacia. Sou carioca, botafoguense, radicada em São Paulo já há cinco anos.

Como você chegou ao Confluentes?
Quando vim para São Paulo fui trabalhar no terceiro setor, me envolvendo cada vez mais com a área. E isso me levou ao Confluentes, que conheci através do Marcos, meu noivo, que também trabalha no terceiro setor e conhece o Confluentes desde a fundação. Ele sabia do meu interesse pelas causas estratégias e recomendou que eu fizesse parte também.

O que é filantropia para você?
É uma das maneiras mais fáceis, e uma das mais efetivas, que as pessoas comuns têm para fazer a diferença e apoiar as causas em que acreditam. É claro que você pode fazer a diferença e construir um mundo melhor nos pequenos gestos do dia a dia, mas acho que todo mundo pode também tirar um pouco da sua renda para apoiar uma causa relevante.

Por que doar?
Doar é importante porque é uma forma de apoiar as causas que consideramos relevantes e partilhar um pouco do que temos com o resto do mundo. E acho particularmente importante doar para causas estratégicas. Foi isso, inclusive, o que me encantou no trabalho do Confluentes. Acho que é nessas causas, nesse tipo de atuação, que conseguimos, mesmo que com um trabalho de formiguinha, pouco a pouco, construir um futuro diferente. É claro que é fundamental atuar também nas causas emergenciais, mas se quisermos que determinado problema realmente pare de acontecer é nessas causas estratégicas, nessas ações estruturantes, que precisamos focar.

Que causas você considera mais urgentes? Por quê?
Hoje, a causa que mais me toca e que mais me movimenta é a das mudanças climáticas e de combate a desastres. Trabalhei por muito tempo com a avaliação de impacto do desastre da Samarco, em Mariana, um desastre ecológico, mas os desastres climáticos que vêm se proliferando por aí são para mim o maior desafio da atualidade.

Antes de se tornar confluente, você já teve alguma outra experiência de engajamento social?
Antes do Confluentes eu tinha experiência de trabalho no terceiro setor, mas o meu engajamento como doadora era muito esporádico. Esse engajamento de forma contínua foi uma coisa que o Confluentes trouxe para a minha vida e que veio para ficar.

O que mudou em sua vida desde que você se tornou confluente?
Desde que me tornei confluente certamente me tornei uma pessoa mais engajada e sinto que a doação passou a ocupar um espaço diferente da minha vida. Além de ter também descoberto esse espaço de troca, de conversa com outras pessoas que têm um ideal de Brasil e de mundo muito semelhante ao meu. É um ambiente relaxado, em que podemos discutir esses assuntos e conhecer pessoas novas e pontos de vista diferentes.

O que você diria para alguém que está pensando em começar a doar e a se engajar socialmente, mas não sabe bem como começar?
Eu diria, em primeiro lugar, para essa pessoa buscar a causa que toca o seu coração. Em segundo, para fazer essa doação de forma recorrente, que ela olhe para seus ganhos e pense que, da mesma forma que coloca um pouco em educação, um pouco em saúde, uma parte, um pouquinho que seja, deve ir para doação. É preciso encarar a doação como algo necessário.

Como é o Brasil dos seus sonhos?
Se eu tiver que escolher uma coisa só, seria um Brasil com menos desigualdade social. Esse para mim é um dos maiores problemas da atualidade. E incluo aí uma série de desigualdades: racial, que é muito latente, de gênero, econômica.

Ser confluente é…
… fazer parte de um grupo que sonha junto, dedicando tempo e recursos para pensar um Brasil melhor.

Você leu recentemente algum livro ou assistiu a algum filme ou série que gostaria de recomendar aos outros confluentes e parceiros?
Sugiro a leitura de um livro chamado As alegrias da maternidade, da escritora Buchi Emecheta, romance que se passa na Nigéria na época da Segunda Guerra Mundial. Discute temas muito interessantes, desde as dinâmicas raciais daquela época, o papel da mulher na sociedade e o imperialismo das grandes democracias ocidentais.

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