#EuSouConfluente: Paulo Netto

“Doar também é um meio de ampliar horizontes e conhecimentos”                 

Quem faz o Confluentes acontecer são os confluentes, as pessoas que doam para o projeto. No total, já ultrapassamos os R$ 700 mil reais arrecadados e inteiramente repassados às organizações que apoiamos! E hoje vamos apresentar aqui mais um desses parceiros incríveis: o engenheiro e gestor de empresa de mineração Paulo Netto. Vamos à entrevista.

Em poucas palavras: quem é você?
Neste momento de vida, sou alguém que está procurando por novas formas de colaborar para um mundo melhor. Goiano de nascença, mineiro por destino. Filho de pais filantropos, casado com uma companheira de “todas das lutas” e pai orgulhoso de dois jovens. Sou engenheiro e trabalho no ramo de mineração.

Como você chegou ao Confluentes?
Através de uma amiga (e agora coach) Adriana Netto. Ela tem me ajudado nesse processo de redefinição de minhas prioridades de vida e me indicou o Confluentes.

O que é filantropia para você?
Filantropia é um ato de doação, seja financeiro, de tempo, mas, sobretudo, de energia para causas que tenham impacto positivo na vida das pessoas e da sociedade. Há várias possibilidades de impactarmos alguém, desde o auxílio imediato, como levar um prato de comida a quem tem fome, até implementar ações que auxiliem na solução de problemas estruturais.

Por que doar?
Primeiro, pela urgência. Há muito sofrimento no Brasil (e no mundo) que pode ser minimizado com doações de curto e longo prazos. Meus pais diziam que doação é, de certa forma, uma obrigação, já que, de maneira geral, o sistema de cobrança de impostos e seu uso pelo governo favorece pessoas com maior poder aquisitivo. Sinto-me na obrigação de devolver à população mais necessitada um pouco do que lhes foi cobrado pelo Estado para meu usufruto. Doar também é um meio de ampliar horizontes e conhecimentos. Para quem está na busca por algo novo, é um prato cheio!
Ah, e um grande bônus: ao se doar genuinamente, você recebe uma ducha de felicidade, o que vale muito nos dias de hoje!

Que causas você considera mais urgentes? Por quê?
Num mundo tão desigual, tudo se torna urgente. Porém acredito que o fortalecimento da democracia e das instituições governamentais é fundamental, pois sem isso outras causas serão penalizadas ou terão mais dificuldade de seguir adiante. O caso trágico no vale do Javari é o exemplo mais recente.

Antes de se tornar confluente, você já teve alguma outra experiência de engajamento social?
Muito menos que gostaria. Na minha adolescência e juventude, minha atuação era mais impactante, graças aos exemplos e suporte de meus pais. Com o passar dos anos, minha atuação diminuiu, ficando restrita à participação em ações promovidas pelas empresas que trabalhei.

O que mudou em sua vida desde que você se tornou confluente?
Me tornei confluente há pouco tempo, porém já tenho como benefício o aprofundamento de meu conhecimento sobre diversos temas e iniciativas em curso.

O que você diria para alguém que está pensando em começar a doar e a se engajar socialmente, mas não sabe bem como começar?
Comece a listar aquilo que lhe é caro. Não deve ser difícil com tanta coisa a fazer! Então, se filie a uma organização crível, que tenha transparência na locação de recursos e produza resultados. Converse com outras pessoas do grupo, entenda o que é feito e como você pode ajudar. Por fim, sempre que possível, interaja com o cliente final. Vá sentir na pele os resultados de sua doação e, quem sabe, encontrar formas de ajudar de maneira diferente.

Como é o Brasil dos seus sonhos?
É um país de oportunidades, com sua população apta a agarrá-las! Um país que olhe para o futuro e busque potencializar seus recursos para o bem de todos. Sobretudo, um país democrático, com políticas públicas voltadas à redução de nossas mazelas.

Ser confluente é…
… somar habilidades e esforços para o bem comum!

Você leu recentemente algum livro ou assistiu a algum filme ou série que gostaria de recomendar aos outros confluentes e parceiros?
Estou no início do livro O diálogo possível – Por uma reconstrução do debate público brasileiro, de Francisco Bosco. Também indico o livro Como as democracias morrem, de S. Levitsky e D. Ziblatt, um clássico que li há alguns anos, e o documentário Quem se importa, dirigido por Mara Mourão, que me foi apresentado há pouco tempo.

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