No #EuSouConfluente deste mês convidamos a empreendedora social Nina Valentini para uma entrevista.

Ela conversou conosco sobre filantropia, democracia, o Brasil de seus sonhos e muitos outros temas.

Antes do bate-papo, vamos conhecer um pouco mais dessa que é uma das incríveis doadoras que fazem o Confluentes acontecer.

Quem é Nina Valentini?

Nina é graduada em administração pública e uma entusiasta da mobilização de pessoas para causas.

Foi presidente do Movimento Arredondar, a primeira iniciativa brasileira focada em microdoações por meio do varejo para organizações sociais, e, desde os 14 anos, quando começou a atuar como voluntária, trabalhou em projetos de impacto relacionados a geração de renda, consultoria estratégica e mobilização de recursos.

Ela foi também coprodutora do documentário Um Novo Capitalismo, que mostra a emergência dos negócios sociais pelo mundo.

Em 2016, aos 29 anos, Nina ganhou o prêmio Empreendedora Social de Futuro da Folha de S.Paulo, eleita como a empreendedora social mais inovadora no Brasil entre os candidatos de até 35 anos.

No ano seguinte, com o fundador do Arredondar, Ari Weinfeld, foi contemplada com o prêmio Trip Transformadores.

Em 2020, Nina foi uma das fundadoras da União Amazônia Viva, movimento voluntário composto por pessoas e organizações não governamentais que estão somando esforços para reduzir os impactos da pandemia de Covid-19 na Amazônia.

Ela é ainda conselheira da FGV Ventures e da Rede Folha – Empreendedores Sociais.

Agora vamos à entrevista!

Entrevista com Nina Valentini

Em poucas palavras: quem é você?
Sou mãe, empreendedora social, brasileira e tenho uma fé inabalável na humanidade. Gosto de trabalhar para as causas que acredito e fiz disso minha carreira. Sou alto astral e adoro conectar pessoas às causas que acredito.

Como você chegou ao Confluentes?
Conheci o Confluentes através da Inês Lafer [diretora do Confluentes] e pela Carol Botelho [produtora do Confluentes], mas meu chamado para participar foi mais recente, quando entendi mais a fundo que o projeto tinha sinergia com o que acredito.

O que é filantropia para você?
Sempre que ouço a palavra filantropia lembro do seu significado: amor à humanidade. Mas, para mim, o conceito vai além. É estar à serviço de quem mais precisa, na construção de um mundo mais justo.

Por que doar?
Doar, para mim, é um dos jeitos de construir o que acredito que precisa ser feito para a humanidade, mas ainda não foi. Cada ato de doação é um ato de confiança. Quem doa constrói junto do beneficiário a transformação almejada. Entendo que escolher uma causa, e doar para ela, diz muito sobre quem você é, o que você acredita e o que você constrói. É parte fundamental de uma coerência que busco em minha vida, diariamente.

Que causas você considera mais urgentes? Por quê?
Essa é uma pergunta intrigante, porque tem muita coisa que precisa melhorar. Mas eu diria que me preocupa muito o atraso educacional que estamos enfrentando, e só piorou com a pandemia, e a desigualdade que impera entre estudantes de escolas privadas e públicas. Além disso, tenho lido e estudado sobre justiça climática, que me preocupa imensamente. Essa fusão da pauta climática e os direitos humanos é de suma importância. Ando muito preocupada com o impacto das mudanças climáticas para toda população mundial, especialmente, para os mais vulneráveis.

Você tem uma grande experiência com engajamento social. Conta um pouco dessa trajetória para a gente.
Minha trajetória de engajamento social começou em casa, ainda adolescente. Fui ser voluntária por um mês com o Tião Rocha, no CPCD, em Minas Gerais. Aquela experiência mudou a minha vida. Depois disso, quando escolhi minha graduação, já tinha clareza que engajamento social era o centro da minha vida e da minha carreira. Produzi um filme sobre negócios de impacto, já fui voluntária de mais de dez organizações. Fui presidente do Movimento Arredondar por nove anos, trazendo o varejo e milhões de doadores para causas urgentes e relevantes. Há dois anos assessoro organizações sociais pelo Brasil, de diversos portes e em diferentes causas, em suas estratégias, escala e planejamento.

O que mudou em sua vida desde que você se tornou confluente?
Ainda sou nova no grupo, mas acredito muito que neste espaço encontrarei uma troca num campo mais progressista da filantropia – e isso me nutre bastante. 

O que você diria para alguém que está pensando em começar a doar e a se engajar socialmente, mas não sabe bem como começar?
Comece com o que faz você se indignar, com aquilo que pode estar próximo e te chama, mas, acima de tudo, comece. Uma vez que você entra numa iniciativa, se voluntaria ou começa a doar, há a possibilidade desse novo mundo se abrir. 

Como é o Brasil dos seus sonhos?
Um país que dialoga mais, mesmo com todas suas diferenças. Um país que dá oportunidade real para suas crianças e adolescentes, que leva em conta sua veia criativa e empreendedora e que investe em ciência. Um país com menor desigualdade de renda e com melhor acesso à justiça. Um país que não seja racista, homofóbico e que promova mais oportunidades reais às mulheres.

Ser confluente é…
… estar disposto a refletir em profundidade sobre meu papel e a se conectar com um Brasil que muitas vezes não conseguimos enxergar em nosso cotidiano.

Você leu recentemente algum livro ou assistiu a algum filme ou série que gostaria de recomendar aos outros confluentes e parceiros?
Li recentemente Americanah, da Chimamanda Ngozi Adichie, de que gostei muito – e me levou a começar outros livros da mesma autora. Assistimos recentemente ao longa-metragem A Última Floresta, do Luiz Bolognesi. E, sobre séries, uma das minhas preferidas foi Years and Years – que tem uma trama muito global e interessante, onde cada episódio é um ano de uma família inglesa vivendo as mudanças climáticas e um mundo mudando rapidamente.

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